sexta-feira, 21 de junho de 2019

O Armário

De boas entrando no trem, paro na porta pq desço em Deodoro pra ir sentada e linda. E começa a madama ao meu lado no "tsc, tsc".
Estar no trem às 6:30 da matina e não querer ser tocada é ter muita fé na humanidade. Mas enfim, seguimos viagem com a dita me olhando torto de minuto em minuto. 
Já na primeira parada, saio do trem pra dar passagem pro povo q vai mais pro fundão. E me adentra um armário daqueles de madeira de demolição, de camisetinha regada e se atarracha atrás da dondoca. Quando o ser levanta os braços pra se equilibrar, percebe-se pedacinhos de minancora decorando suas axilas e acariciando levemente o rosto da socialite. Claro q nesse momento, é praticamente impossível respirar, quanto mais se mexer no recinto, de tão cheio.
E não é q a moçoila, tão incomodada com a minha bolsa tocando ocasionalmente sua parte traseira, foi feliz e sorridente até o fim do seu caminho, com a troca de objetos q encostavam nela? Fiquei imaginando o que teria no gaveteiro do armário em questão pra ela mudar de humor tão rápido...

quarta-feira, 19 de junho de 2019

Tão, tão distante

Papo de dois caras no metrô
- Daqui vc pega o trem, né. E já tá em casa?
- Não. Pego um ônibus.
- E te deixa perto?
- Não. Tenho q pegar um moto táxi.
- Caramba! E depois?
Aí, a enxirida q existe em mim e que não consegue manter a língua dentro da boca,  manda:
Uma nave interplanetária?
Eu ainda vou apanhar...

terça-feira, 18 de junho de 2019

Meu irmão

Existem momentos na vida que só o amor entre irmãos resolve.
Minha mãe anda meio adoentada esses dias e meu irmão sempre vai visitá-la quando sai do trabalho.
Ontem, no meio da visita, o celular dele toca. Número restrito.
- Alôw
- Me ajuda pelo amor de Deus! Eles me pegaram e me machucaram muito!
A voz da dita cuja era idêntica a minha, e meu irmão sendo quem é e sabendo a irmã q tem, ficou ressabiado, mas deu corda.
- Onde vc tá? O q aconteceu?
- Amor, me ajuda!
Nesse momento, tem um barulho na ligação e a voz muda.
- Ô mermão, a gente não queremo machucá ninguém. Mas depende de vc. Faz o q a gente mandá e ninguém morre.
Meu irmão, então solicita:
- Vcs podem me fazer só um favor? Enche essa fdp de tiro, pq nem no momento mais desesperado, no seu último suspiro, minha irmã ia me chamar de amor, seu mané!

No quarto de hotel

As pérolas da minha sobrinha e do meu filho valiam um blog só pra eles. Mas selecionei as melhores pra cá.
Outra da Isabella, ainda com 4 anos.
Estávamos hospedados em um hotel. Eu, ela e Pedro num quarto só.
Ela, majestosamente deitada na cama, diz: Pedro, pega água pra mim.
Eu, como boa tia, e na falta da presença da mãe e do pai, ensino: Fada, não é assim q se fala. Vc tem q dizer: Pedro, por favor, vc pode trazer um copo de água pra mim?
Ao q ela prontamente responde: Pedro,  traz pra mim antes, pq eu pedi primeiro!

Na areia

Um outro belo dia de praia. Minha sobrinha do alto dos seus quatro anos, resolve fazer um castelo de areia. Depois de revolver tudo em volta, ir e voltar da água umas 20 vezes, enfim chega a hora de ir embora. Ao começar a catar os brinquedos, dou falta de uma pazinha. Isabella diz q enterrou. E a titia cava tudo em volta e nada.
Pergunto se ela lembra onde enterrou, e ela com toda lucidez da idade, responde: claro q lembro. Enterrei bem lá no fundo.

Na casa da vovó

Um dia Pedro Afonso, meu filho, ainda com seus cinco anos, estava na casa da avó quando passa na TV uma notícia sobre pedofilia. Ele, sempre curioso, pergunta a minha mãe o q seria isso. E ela, tenta explicar, muito ludicamente, dizendo q é quando alguém pega nas "suas coisas" sem permissão. Pedro então fala: ah, então a minha amiga da escola é.
Minha mãe, rezando pra Santa Cecília, caçando o celular já pra ligar pra polícia, o coração falhando, quando a criança conclui: É vó. Ela mexe no meu estojo, na minha mochila. Até come meu lanche sem pedir.

Botão assassino

Antes de mais nada, o q vou contar não é gordofobia. No máximo é autoflagelação.
Me adentra a fofa no trem, já em Maducity, naquele shortinho estilo, RJ dentro de Niterói. Dá aquela rebolada pra abrir espaço e pára no meio da composição. Quando ela respira fundo, o vagão dá um tranco e vem a desgraça. O pobre botão solitário e sofredor do shortinho não aguenta a pressão, voa pelos ares e acerta a testa de uma senhorinha q ressonava, inocente no banco ao meu lado. E no susto ela grita. E com o barulho do estouro do botão, foi um tal de "é tiro, é tiro" com gente tentando se jogar no chão o q num trem lotado fica meio impossível. Foram segundos tensos. Mas rapidamente o povo se acalma.
E a fofa? Foi feliz e sexy em direção a Japeri com o shortinho mostrando o umbiginho estufado.